O MUNDO DAS LINGUAGENS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

 31/01/2019

Bom dia leitores, como estão as reflexões por aqui?

 

Hoje vamos falar de um assunto que todos estamos imersos, o mundo das linguagens. Você muito provavelmente já ficou surpreso ao ver a desenvoltura de uma criança nos dias de hoje, quando utiliza um celular ou um tablet, não é mesmo?

 

            Pois bem, esta é a realidade que vivemos hoje meus caros, e isso deve-se grande parte a evolução de plataformas em que a aquisição de linguagem está disponível. Existem estudos que afirmam que com menos de dois anos a criança já é capaz de pronunciar uma média de cem palavras e já formam frases curtas.

 

            Um desafio constante principalmente na vida dos pedagogos da atualidade é justamente se adaptar o mais rápido possível a estas mudanças que a aquisição de linguagem vem sofrendo diariamente, atualmente é crucial que o alfabetizador tenha a consciência de que a linguagem não se resume apenas à oralidade ou à escrita, mas envolve hoje diferentes métodos de expressão em diferentes plataformas, como por exemplo a audiovisual, as histórias em quadrinhos, os jogos virtuais, os sons presentes no cotidiano, movimentos do corpo, ou seja, são diversas possibilidades que o educador deve considerar para trabalhar.

 

            Existe uma afirmação muito importante e lúcida da professora da Faculdade de Educação da USP, Silvia Colello, que é pesquisadora dessa questão há anos e com diversos livros publicados na área, é referência na formação de professores, a pesquisadora diz que os professores em parte chegam em sala de aula com diversas concepções sobre o que é linguagem, em algumas situações de maneira bastante equivocada e isso acaba causando ainda mais confusão.

 

            Sair de métodos tradicionais de ensino é sempre um desafio, buscar algo novo sem garantia de que vai dar certo parece mais dificultoso do que manter o que já dá certo, não é mesmo?

 

A primeira concepção de linguagem muito comum é que ela seria um código, uma associação através da junção de palavras. Aqui o professor está mais preocupado com a fala correta, o uso da gramática e a ortografia, e menos com a funcionalidade e a diversidade da expressão oral que existe naquela sala mesmo, Marcos Bagno e outros linguistas falam muito disso, assim como as diversidades de escrita e acima de tudo a leitura. A outra concepção de linguagem, é que ela seria a expressão das ideias, ou seja, o ato de registrar no papel ou falar aquilo que está na sua cabeça, ambas as visões são apontadas pela pesquisadora como “visões monológicas” da linguagem, ou seja, não há uma relação de fato, não está estabelecida uma prática comunicacional efetiva.

 

            Hoje vivemos um momento de compreender a linguagem como algo dialógico, isto é, que a língua se manifesta através de diferentes expressões em diferentes plataformas, simultaneamente; alfabetizar sem esta premissa é no mínimo, perder tempo! Escrevemos para leitores, falamos para ouvintes, tudo isso dentro de um contexto específico, é isso que tem que estar claro para professores e aluno, é esta a relação inicial que é importante de ser estabelecida com a linguagem de ambas as partes em sala de aula.

 

            Essa ideia de que primeiro você aprende, para depois usar, infelizmente permanece engendrada no ensino e já foi ultrapassada há um bom tempo. O trabalho com a linguagem na alfabetização com certeza deixa o aprendizado muito mais eficaz, pois dinamiza a alfabetização, insere o aluno em situações diversas de aprendizagem, explorando o mundo das linguagens dentro da sua realidade, construindo a sua identidade linguística.

 

            É fato que um ambiente rico em possibilidades expressivas certamente irá incentivar o aprendizado, mas como tudo nesta vida, é necessário acima de tudo informação por parte do educador, para não acabar complicando as coisas ainda mais.

 

            Por isso estamos aqui caros leitores, para informar, refletir e construir.

 

            Uma ótima semana a todos.

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