VOCÊ SABE QUAL É O SEU SINAL PESSOAL EM LIBRAS?

 22/01/2019

Olá, caros leitores, sim a essa altura você já deve ter se dado conta que as coisas mudam no ‘devagar depressa dos tempos’,como diria Guimarães Rosa, e se não percebermos as mudanças, deixamos de aproveitar o mundo ao nosso redor.

 

É com o otimismo de mulheres como Virgínia Woolf que iniciamos esta semana,  a autora não acreditava em envelhecimento... “Estas são as mudanças da alma. Eu não acredito em envelhecimento. Eu acredito em alterar para sempre o aspecto de alguém para a luz. Eis meu otimismo.”

 

Nesse caminho de perceber as mudanças e caminharmos para a luz, hoje é mais claro a todos nós que o papel da educação está muito além de ensinar, o seu papel é de formar cidadãos para atuar em   incrível de trabalho, seres humanos que precisam ser ativos no mundo contemporâneo. Nosso intuito aqui hoje é refletir um pouco sobre a perspectiva da informação como uma lamparina a nos guiar.

 

Hoje vivemos uma mudança de perspectiva de algo muito importante na educação brasileira e que se iniciou lá no antigo império. Pois é, isso mesmo, a história de educação de surdos vem praticamente desde o início da humanidade, no brasil especificamente teve sua primeira aparição com a chegada de um professor surdo francês o Conde Eduard Huet, que veio ao Brasil a convite de D. Pedro II em 1855.

 

Após essa ilustre visita é que a coisa começou a ‘andar’ no Brasil e hoje, depois de muitas batalhas até mesmo constitucionais, a LIBRAS ou Língua Brasileira de Sinais é hoje uma realidade em nosso país, mesmo que recente, uma realidade em ascensão, o que me deixa muito feliz, hoje percebemos a LIBRAS como uma possibilidade comunicativa similar a todas as outras e buscarmos cada vez mais, maneiras de diálogo.

 

O principal modo de continuarmos evoluindo neste sentido é a informação, por exemplo, você já parou para pensar na dinâmica de um professor surdo, alfabetizando alunos surdos, simultaneamente a alunos ouvintes em LIBRAS e em Língua Portuguesa?

 

Com a inclusão de Libras nos currículos dos cursos de Pedagogia, Licenciaturas em geral e claro a Fonoaudiologia, o ensino de Libras passa a ser pensado sob uma perspectiva de ensino e aprendizagem, ou seja, inserido dentro do contexto do ensino de línguas que precisa ser ensinada com metodologia e práticas de ensino de uma segunda língua. A Libras é uma Língua organizada gestual-espacial, portanto, diferente da língua oral auditiva. Dentro dessa ideia de ser uma segunda língua aos ouvintes, a Libras necessita de adequação didática, metodológica para que o processo de ensino e aprendizagem aconteça de maneira efetiva. A maioria dos alunos de Libras inicialmente nunca tiveram contato com uma língua de sinais antes. O ponto não é se Libras deve ser ensinada como Língua 1 ou Língua 2, indispensavelmente o ensino deve ser prazeroso.

 

No caso da educação infantil, a construção de um universo lúdico é indispensável, isso envolve desde o mobiliário do espaço, como as cores que cercam essa criança, até mesmo o diálogo e vivência com outras crianças, além das práticas lúdicas de incentivo a aprendizagem que são ainda mais importantes.

 

Existem diversas pesquisas e propostas de intervenção relacionadas ao ensino da Libras para a educação infantil, o que se sabe é que é crucial buscar novas práticas que valorizem o lúdico e que favoreçam um ensino-aprendizagem prazeroso, quando a sala de aula é um local alegre, descontraído e motivador do ensino, da aprendizagem e da autonomia do educando, o trabalho fica mais fácil com alunos surdos ou não.

 

É importante que todos nós, independente das dificuldades apresentadas, tenhamos o direito de vivenciar uma experiência individual de linguagem o mais rápido possível, imagine você leitor, viver em um ambiente de pessoas falantes de uma língua que faz pouco ou nenhum sentido para você, é algo no mínimo solitário, não? Ainda mais na infância...

 

Finalizamos por aqui caros leitores, a palavra “inclusão” tem nos dias de hoje um potencial incrível para a hipocrisia, é importante que ela aconteça de fato não somente nas escolas como também nas famílias inicialmente, o ensino de Libras é hoje uma realidade porém que ainda traz resquícios metodológicos que devem ser superados e atualizados para a realidade que vivemos. Adequar o ambiente escolar para crianças surdas é sim um desafio e parte fundamental do processo inclusivo, porém a responsabilidade não é exclusivamente da escola, a inclusão é um assunto que diz respeito a todos nós.

 

Boa semana a todos, um ótimo início de ano, que 2019 seja ainda mais inclusivo para você!

                                                                                                                                Victor Gulart.

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