A IMPORTÂNCIA DE VÁRIOS MÉTODOS SIMULTÂNEOS PARA ALFABETIZAÇÃO

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27.04.2020

 

A Importância de vários métodos simultâneos para alfabetização

 

Se hoje conseguimos ter uma noção maior que a diversidade de métodos para se aprender qualquer coisa é uma ótima maneira de facilitar o caminho ao conhecimento, não há porque de pensarmos que no caso da alfabetização e do letramento, essa dinâmica seria diferente.

 

Alguns especialistas vão dizer que parte desta falta de compreensão, deve-se ao fato de no Brasil, sempre a alfabetização foi vista como método, mas na verdade a questão central são os fundamentos que estão pro trás dos métodos, é somente assim que o professor está habilitado a utilizar vários métodos simultaneamente.

 

Nessa fase inicial, o aluno está trabalhando diversos campos do conhecimento na medida em que aprende, e isso é um processo complexo de compreensão e apropriação de um sistema de representação que envolve sons e letras, isso não é fácil! É à partir de dinâmicas como essa que a necessidade de outros métodos se torna mais urgente, para que todos os componentes do aprendizado sejam considerados.

 

Como aponta a especialista Magda Soares em entrevista à revista Ensino Superior:

 

“...Em primeiro lugar, a criança precisa compreender que a escrita representa os sons da fala, e não aquilo de que se fala, o que exige dela uma abstração. Para escrever, por exemplo, ‘boneca’, ela tem de focalizar os sons dessa palavra e abstrair o objeto que ela designa. Este é o primeiro e indispensável passo para a alfabetização. Um passo que a humanidade levou milhares de anos para dar, até criar o sistema alfabético de escrita. Para “recriar” essa possibilidade de tornar a fala visível, é necessário desenvolver na criança a consciência fonológica, isto é, as habilidades de prestar atenção aos sons das palavras; de segmentá-las em sílabas; de perceber, nas sílabas, os fonemas, que são os sons abstratos, e não pronunciáveis isoladamente, que a escrita registra. Para esse registro, a criança tem de conhecer e diferenciar as letras e aprender o som que cada uma representa. Assim, vai tornando-se capaz de escrever e ler palavras, depois pequenas frases e pequenos textos. Após isso, já se trata mais de letramento que de alfabetização: desenvolver habilidades de ler e interpretar e produzir sequência de frases de diferentes gêneros.

 

Seja por métodos tradicionais de cartilhas do ABC, de fonação e notação, método analítico, seja por possibilidades digitais e imagéticas, com uso de aplicativos, vídeos e músicas, a diversidade neste processo é indispensável, as crianças atualmente não começam este processo aos sete anos mas sim já nas creches com quatro ou cinco anos, como toda inovação, que aparece para encontrar soluções para suprir uma necessidade real e para um bem coletivo, um país cada vez mais alfabetizado e acima de tudo, formando leitores capazes de compreender as necessidades da sua própria geração e assim desenvolver habilidades e competências que serão cruciais para o seu cotidiano.

 

E você, quais métodos utiliza em sua sala de aula?