Você já ouviu falar de Aprendizado STEM?

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03.06.2019

a sigla STEM, que vem do inglês para Science, Technology, Engineering e Mathematics (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, em português)

 

 

Dentre as várias siglas presentes hoje no meio educacional, a sigla STEM, que vem do inglês para Science, Technology, Engineering e Mathematics (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, em português), é uma das que merece uma atenção mais urgente. A ideia original da Stem é unir conhecimentos dessas quatro áreas em torno da construção de algo que resolva o desafio proposto, algo como cultura maker dentro das escolas.

            De fato, palavras como criar, planejar, desenvolver, ganham certa relevância numa geração pós-Google que vemos hoje nas escolas e que não conhece o mundo sem a internet, isso não pode ser um problema para as escolas, pelo contrário, o que é importante é que seja repensado o modelo do aprendizado em direção da provação nos vestibulares, por exemplo.

            É nesse sentido que metodologias como STEM, que diversos resultados interessantes aparecem, apesar de se tratar de uma prática ainda nova no Brasil, a Greenpower Crowdlearning tem uma pauta interessante de ensinar habilidades fundamentais para a sobrevivência no séc XXI, há também a implementação por parte de colégios privados de alto padrão em diversos estados do país.

            Uma coisa é fato, beneficiados são os alunos, que tem a oportunidade (cada vez mais rara, por incrível que pareça) de sair da sala de aula para ocupar ambientes que favorecem a criação, o trabalho manual, a criatividade e simultaneamente a resolução de problemas, cada vez mais ampliando suas fronteiras de pensamento, é o momento onde percebe-se de fato o tão buscado protagonismo do aluno.

           

            Esta metodologia não é novidade em países como o Japão, Estados Unidos e Inglaterra, sempre investiram neste tipo de formação mais aberta, mais STEM. Num longo prazo, isso qualifica a mão de obra que irá produzir e trabalhar no país, — digo mais, criar, desenvolver, planejar, o retorno é muito maior que o investimento!

            Hoje vivemos um pouco desta problemática aqui no Brasil, formamos um número razoável de pessoas “preparadas” para o mercado de trabalho. Há índices de carência de profissionais tecnicamente capacitados tanto nas áreas educacionais, como na área das engenharias, por exemplo. O incentivo a formação técnica, nesse sentido, se trata de algo de extrema importância em nossas reflexões sobre educação no Brasil.

            Finalizo por hoje com outro ponto importante, que é o fato de que a cultura maker ou metodologias como o STEM, não é algo do tamanho da reforma educacional dos anos 90 no Brasil, por exemplo, os alunos já vivem esta atmosfera e se divertem com isso. A campus party é um espaço que é essencialmente, maker.

            Mais importante que conhecer a sigla STEM, é termos a capacidade de reconhecer sua potência e estarmos sempre abertos a novas práticas metodológicas, afinal a geração que formamos hoje será a geração que formará outra geração, diferente em outros mil aspectos possíveis, e que posteriormente formará outra, ainda mais diferente.

            Lembram de Paulo Freire? Permitam-me: “Conhecer é tarefa de sujeitos, não de objetos. E é como sujeito e somente enquanto sujeito, que o homem pode realmente conhecer. ”

Ótima semana a todos.

            Victor Gulart.